Terça-feira, Maio 19, 2009
não consigo tornar explícito meu simples pesar por as coisas não serem mais como eram. pela vida de cada um de nós ter tomado rumos diferentes. e que mesmo que algo nos una, algo mais forte nos separa, mesmo sem sabermos ao certo o que seja. sim, claro, a vida tem dessas coisas, e já era de se esperar. mas não consigo! não sei ao certo em quais momentos sinto falta, ou mesmo se há momentos certos ou se são em todos os momentos. a mente gira, o mundo gira, a vida... como um ventilador. sei que não há muito o que fazer, nem do meu lado, nem no de vocês. e que aquela velha frase sempre vai parecer pertinente. "nos vemos sempre por aí, po" vai sair da boca de algum de nós. se não essa, outra, mais pertinente ainda. não tome isso como um texto cheio de sofrimento e nostalgia, não é! interprete-o como sendo um simples e quase infinito sentimento de desabafo. já que, se depender de alguns de vocês, nada mudará, e ninguém se manifestará. sendo assim, manifesto-me.
Sábado, Maio 16, 2009
da beleza escondida no dia-a-dia-cotidiano

nem olham.
não encontram tempo pra olhar o proprio chão que pisam. mesmo sendo tão bonito assim! chicletes desesperados, puxam sapatos pra tentar chamar a atenção para baixo, não adianta muito. só xigam, limpam e prosseguem em frente. no dia-a-dia-cotidiano monótono de sempre.
(escrito em setembro/2007)
dia desses um rapaz bateu a minha porta, não o via fazia anos, ele era amigo da família, trabalhou com um dos meus tios, conhecia todos. perguntou por algumas pessoas, falou do filho dele, que ja tem 15 anos (!). não consigo dizer o que senti quando soube a idade do filho dele, ele era uma criança daquelas que a gente nunca imagina que vai crescer e se tornar adulto um dia (de tão criança que é, sabe?). me senti uma velha, coisa normal. ele falou mais algumas coisas, disse que não mudei muita coisa, mas que estou grande (grande? ¬¬). pediu pra deixar recado, não tinha ninguém em casa. ok.
ele foi - tchau, mês que vêm eu volto pra falar com tua avó - deu alguns passos indo pra onde deveria ir, e eu entrando em casa...
- ei! - ele chamou.
- oi - voltei
- e teu avô, como tá?
- cara, vovô faleceu! e ja faz uns... 4 ou 5 anos.
ele ficou calado por um tempo. em silencio, olhando pro lado, pro nada.
- vim falar com ele também. nossa, agora fiquei triste. ele era tão cheio de saúde...
- é. foi tudo muito de repente mesmo
- bom. tá bom... deixa eu ir agora.
o rapaz ficou com um olhar brilhante, sabe? quando aparecem algumas lágrimas sem querer? então. e foi. eu entrei em casa e pensei demais naquilo. no conformismo das pessoas depois que passam alguns anos, no choque de saber que alguém, de repente, não está mais lá pra bater um papo conosco. ou mesmo da agonia de passar anos sem aparecer, e quando aparece, cadê tudo que deixei aqui antes de ir?
as pessoas fazem falta.
(escrito em agosto/2008 :~ )
ele foi - tchau, mês que vêm eu volto pra falar com tua avó - deu alguns passos indo pra onde deveria ir, e eu entrando em casa...
- ei! - ele chamou.
- oi - voltei
- e teu avô, como tá?
- cara, vovô faleceu! e ja faz uns... 4 ou 5 anos.
ele ficou calado por um tempo. em silencio, olhando pro lado, pro nada.
- vim falar com ele também. nossa, agora fiquei triste. ele era tão cheio de saúde...
- é. foi tudo muito de repente mesmo
- bom. tá bom... deixa eu ir agora.
o rapaz ficou com um olhar brilhante, sabe? quando aparecem algumas lágrimas sem querer? então. e foi. eu entrei em casa e pensei demais naquilo. no conformismo das pessoas depois que passam alguns anos, no choque de saber que alguém, de repente, não está mais lá pra bater um papo conosco. ou mesmo da agonia de passar anos sem aparecer, e quando aparece, cadê tudo que deixei aqui antes de ir?
as pessoas fazem falta.
(escrito em agosto/2008 :~ )
Sábado, Maio 09, 2009
Terça-feira, Maio 06, 2008
os caras boa-pinta
eu fico aqui, no computador e a minha mãe fica vendo tv atrás de mim. sem perceber eu absorvo coisas inúteis que ouço, e presto atenção em coisas igualmente inúteis que me chamam a atenção. aí eu viro de volta pro computador e enquanto faço qualquer coisa penso sobre o que acabei de ver/ouvir na tv. agora acabei de ver e ouvir a publicidade em que o Marcelo Antony e o OutroAtorFamosoeBonito falam sobre a junção da Amazônia Celular e da Oi.
daí pensei: porque será que eles botam dois caras bonitos pra fazer essa publicidade se celular não é um produto somente para o publico feminino? sim, porque só colocam homens bonitos em propaganda de produtos para o publico feminino. mas daí eu pensei: deve ser porque os caras são boa-pinta e o publico masculino vai achar que "eles sabem das coisas, Amazonia Celular e Oi juntas deve ser uma boa. além do mais, o Antony é maconheiro! Vou sair da Tim e mudar pra Oi+Amazonia Celular e me tornar um cara boa-pinta, que sabe das coisas e ainda vou ser um maconheiro despintado e contratado da globo futuramente."
é, eu só penso merda!
daí pensei: porque será que eles botam dois caras bonitos pra fazer essa publicidade se celular não é um produto somente para o publico feminino? sim, porque só colocam homens bonitos em propaganda de produtos para o publico feminino. mas daí eu pensei: deve ser porque os caras são boa-pinta e o publico masculino vai achar que "eles sabem das coisas, Amazonia Celular e Oi juntas deve ser uma boa. além do mais, o Antony é maconheiro! Vou sair da Tim e mudar pra Oi+Amazonia Celular e me tornar um cara boa-pinta, que sabe das coisas e ainda vou ser um maconheiro despintado e contratado da globo futuramente."
é, eu só penso merda!
Segunda-feira, Dezembro 17, 2007
hoje, ouvindo um pouco de música me dei conta de que as pessoas são feitas de açucar. mesmo as mais amargas, são açuracadas.
algumas quando esquentadas demais, depois que esfriam tornam-se duras mas levemente transparentes. outras, quando deixadas ao relento derretem-se deixando seus respingos cairem por onde passam.
ha também aquelas que estão sempre quietas, aconchegantes em seu lugar certo. nunca as acontece nada, mas um dia, chega a hora em que ela deve se juntar aos outros para, enfim, descobrir o seu 'porquê dos porquês'. virar um caramelo, pronto pra ser degustado com a devida vontade.
algumas quando esquentadas demais, depois que esfriam tornam-se duras mas levemente transparentes. outras, quando deixadas ao relento derretem-se deixando seus respingos cairem por onde passam.
ha também aquelas que estão sempre quietas, aconchegantes em seu lugar certo. nunca as acontece nada, mas um dia, chega a hora em que ela deve se juntar aos outros para, enfim, descobrir o seu 'porquê dos porquês'. virar um caramelo, pronto pra ser degustado com a devida vontade.
Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
boba, ela. ele, quem sabe?
no embalo da paixão, na corrida contra o não querer amar encontra-se a garota solitária. boba, como sempre ouviu de todos, se diverte em somente admirar aquele que faz suas mãos suarem e sentir seus poros se arrepiarem quando ele lhe dirige a palavra.
amor secreto, afinal, bobas não tem direito de amar - pelo menos é o que acham as pessoas. sente obrigação de estar perto dele, mas vergonha de querer estar lá.tenta ir além, ouvir sua voz mais uma vez. sua desculpa é a musica. "conhece isso?" - diz. claro que conhece! - pensa. ele conhece tudo de música e ela, é só uma boba apaixonada querendo que ele fale qualquer 'a' pra ela.
ele. talvez não imagine o quanto ele a agrada. mas sente que ela gosta de ouvi-lo falar sobre as musicas que ela finge gostar. talvez ela goste realmente, mas não tanto quanto ele consiga perceber.
ela puxa assunto, sente seu coração mais acelerado, os pelinhos de seu braço levantadinhos, num arrepio... ele responde, bate papo e depois, vai embora. levando o coração dela consigo. pra voltar, quem sabe, no dia seguinte.
amor secreto, afinal, bobas não tem direito de amar - pelo menos é o que acham as pessoas. sente obrigação de estar perto dele, mas vergonha de querer estar lá.tenta ir além, ouvir sua voz mais uma vez. sua desculpa é a musica. "conhece isso?" - diz. claro que conhece! - pensa. ele conhece tudo de música e ela, é só uma boba apaixonada querendo que ele fale qualquer 'a' pra ela.
ele. talvez não imagine o quanto ele a agrada. mas sente que ela gosta de ouvi-lo falar sobre as musicas que ela finge gostar. talvez ela goste realmente, mas não tanto quanto ele consiga perceber.
ela puxa assunto, sente seu coração mais acelerado, os pelinhos de seu braço levantadinhos, num arrepio... ele responde, bate papo e depois, vai embora. levando o coração dela consigo. pra voltar, quem sabe, no dia seguinte.
Domingo, Dezembro 09, 2007
04-Otto-MTV-Dias de Janeiro
é do tipo: música que faz uma determinada pessoa lembrar de você que depois faz você lembrar dessa determinada pessoa; que depois se torna a múcisa de vocês por fazer um lembrar do outro, involuntariamente. e mesmo depois de anos sem falar com a pessoa e você ouvir essa música vai lembrar que ela era sua e de um determinado alguém especial.
otto é bom. lembrar das pessoas é melhor ainda.
é do tipo: música que faz uma determinada pessoa lembrar de você que depois faz você lembrar dessa determinada pessoa; que depois se torna a múcisa de vocês por fazer um lembrar do outro, involuntariamente. e mesmo depois de anos sem falar com a pessoa e você ouvir essa música vai lembrar que ela era sua e de um determinado alguém especial.
otto é bom. lembrar das pessoas é melhor ainda.
uma vez vi um morcego tomando choque num fio elétrico.mas você vai dizer que é mentira minha. é verdade, ué! não tenho testemunha alguma além de meus dois precários globos oculares. certa vez matei aula um mês inteiro. não cheguei nem a pagar a mensalidade, usei pra beber cervejas finais de semana consecultivos com uma amiga.
um mês indo à casa dela, gazetando aula e bebendo cerveja aos finais de semana (não precisamente nos finais de semana). e depois, o ano ia acabando.
essa amiga nunca mais vi; tirando as vezes que a vejo em fotos. e teve outra vez que me ligou pra pedir um favor. disse que o faria (nunca me nego), ela agradeceu e desligou. acho que ela me reconheceu novamente.
quando ela precisava de mim, fui reconhecida. nesse dia entendi como são as pessoas. não condenei. nesse dia também tinha ido fotografar, era sexta-feira e gostava de fotografar. não havia ninguém conhecido na rua, nem em lugar nenhum - e foi o dia que entendi que estava só. nunca falei pra ninguém a respeito do morcego tomando choque. e logo naquela hora o que eu mais queria era falar sobre o maldito morcego.
um mês indo à casa dela, gazetando aula e bebendo cerveja aos finais de semana (não precisamente nos finais de semana). e depois, o ano ia acabando.
essa amiga nunca mais vi; tirando as vezes que a vejo em fotos. e teve outra vez que me ligou pra pedir um favor. disse que o faria (nunca me nego), ela agradeceu e desligou. acho que ela me reconheceu novamente.
quando ela precisava de mim, fui reconhecida. nesse dia entendi como são as pessoas. não condenei. nesse dia também tinha ido fotografar, era sexta-feira e gostava de fotografar. não havia ninguém conhecido na rua, nem em lugar nenhum - e foi o dia que entendi que estava só. nunca falei pra ninguém a respeito do morcego tomando choque. e logo naquela hora o que eu mais queria era falar sobre o maldito morcego.
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